Da euforia à depressão.

Assim como nos EUA, o mercado brasileiro está em êxtase.

Assim como nos EUA, grandes investidores já saíram do mercado brasileiro.

A mídia faz o seu papel, sujo. Vende ilusão.

A brocha vai ficar na mão de muitos quando a escada for retirada.

Que você não seja um deles.

Do jeito que vai….

“É muito difícil fazer previsões, mas para estabilizar nossa dívida em 85% do PIB, com o PIB crescendo a 3% ao ano, precisaremos ainda, de superávits primários da ordem de 2,5%. Temos que reduzí-la judiciosamente para que possamos voltar, no futuro a usar a política fiscal… Isso exige medidas RADICAIS como foi o caso de Collor em 1990, e de Itamar em 1994, na preparação do Plano Real, e parece ser o Plano Temer de desestatização”.

Delfim Netto.

————

Não, Delfim, a desestatização não RESOLVE o Brasil e você sabe!

Sabe, sim.


Economia latina continua exposta a risco político, diz Moody’s.

Segundo a agência, os países com nível alto ou médio de susceptibilidade ao risco de eventos políticos incluem a Venezuela e a Argentina.

Por Reuters


Sede da Moody's em Nova York

Moody’s: segundo a agência, risco político é comparativamente mais moderado no Brasil, Colômbia, Peru, México e Chile

O risco político na América Latina é um grande desafio para os emissores de dívidas da região, já que pode potencialmente ameaçar o crescimento econômico, as reformas políticas e as condições financeiras, disse nesta terça-feira a agência de classificação de risco Moody’s, em relatório.

Os países com nível alto ou médio de susceptibilidade ao risco de eventos políticos incluem a Venezuela e a Argentina.

Já o risco político é comparativamente mais moderado no Brasil, Colômbia, Peru, México e Chile, disse a Moody’s.

“O risco político elevado aumenta as preocupações dos investidores sobre as políticas com resultados negativos, afetando a confiança do mercado”, afirmou o vice-presidente sênior da Moody’s, Gersan Zurita, no relatório.

“A incerteza relacionada à política amplia os prêmios de risco, impactando negativamente os valuations de ações e títulos de dívida, e provoca volatilidade cambial”, acrescentou.

Bovespa e o resto.

Enquanto os jornais sugerem a possibilidade de um calote na dívida pública, cada vez mais iminente, a BOVESPA sobe e muito com a anunciada PROPOSTA de privatização da Eletrobrás.

Vamos até imaginar que venha a acontecer, que o Congresso aprove. Há grandes grupos privados interessados não só na geração, mas na distribuição de energia, além de outras avenças.

A tal privatização fará com que o preço da energia gerada por usinas já amortizadas venha a ceder?

Claro que não!

Os 20 (vinte) bilhões (?) que o governo irá arrecadar suprem nossa demanda e evitam o calote?

Nunca!

Não é o caminho, até gente que “adora” uma privatização já opinou de forma contrária.

Mas a BOVESPA subiu por conta e como se um admirável mundo novo tivesse se aberto para o Brasil.

Estamos ficando cada vez mais ridículos perante o mundo, jornais estrangeiros criticam o Brasil diariamente.

E o povo tá achando que o céu é o limite, que o futuro nos pertence.

O povo, talvez.

Mas a corda irá arrebentar, sim.


Elet

bovespa

Ambev.

Semi-monopolista em um mercado gigantesco, como o brasileiro, a AMBEV possui bons fundamentos.

Mas, por qual motivo não acompanha o boom ilógico da Bovespa?

É simples, seu preço está razoável, sua taxa de retorno é a esperada. Em queda, hoje.

AMBEV é cotada nos EUA.

Como Embraer.

E o americano compra dividendos e não ilusões.

A arbitragem cuida do resto.

Ambev

Brasileiro adora esmolas.

Redução de idade para saques do Pis/Pasep injetará R$ 15,9 bilhões na economia.

——-

Mais felicidades para os Bancos, sobrará algo para o mercado.

Enquanto o Brasil conseguir conviver com obscenas taxas de juros, a saúde dos bancos ficará sempre melhor.

Algum dia tal estado de coisas mudará, a galinha dos ovos de ouro perecerá.

Ainda demora, o povo brasileiro é gentil.

CSN (CSNA3)

A agência de classificação de risco Standard & Poros (S&P) rebaixou hoje o rating em escala global da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de CCC+ para CCC. O rating em escala nacional também foi rebaixado de brB para brCCC. Os ratings ainda foram colocados na observação com implicações negativas.

Em relatório, a S&P afirma que “consideráveis vencimentos da dívida ao longo dos próximos dois anos vão continuar a pressionar a liquidez da CSN, enquanto as incertezas oriundas dos atrasos na divulgação das declarações financeiras auditadas de 2016 e 2017 aumentam a aceleração da dívida e os riscos de refinanciamento da dívida”.

A S&P ainda afirma que a inclusão do rating na observação negativa reflete o aumento da probabilidade de um rebaixamento da CSN nos próximos 90 dias, caso a empresa não seja capaz de reduzir as pressões na liquidez.

———-

CCC, para quem não sabe, é situação de pré-DEFAULT.

E a ação sobe.

csn

Na obligation rated ‘CCC’ is currently vulnerable to nonpayment and is dependent upon favorable business, financial, and economic conditions for the obligor to meet its financial commitments on the obligation. In the event of adverse business, financial, or economic conditions, the obligor is not likely to have the capacity to meet its financial commitments on the obligation.

Caos ou calote?

Por Luiz Cezar Fernandes

O PRÓXIMO GOVERNO SE SENTIRÁ SEDUZIDO, INEVITAVELMENTE, POR UM CALOTE NA DÍVIDA PÚBLICA.

O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade.

Os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública.

Os países que recentemente entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos, pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão.

O caso do Brasil é essencialmente diverso. Um default nossa dívida interna implicará na falência do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family offices e afins.

Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo.

Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida pela Venezuela. Reformas já ou só restará o CALOTE.

Mercado em euforia……

A agência S&P Global Ratings tem perspectivas pouco animadoras para a economia brasileira: a nota de classificação de risco de Brasil deve ser rebaixada antes mesmo da eleição de 2018, por conta do caos fiscal causado pelos déficits; também é tímida a projeção de crescimento da economia brasileira para 2017: menos de 0,5%, bem abaixo da média mundial. > 247.

Quanto pior, melhor.

O mundo corre para os emergentes, seus títulos são “apetitosos”.

Pagamos mais, não emitimos  moeda forte.

Melhor para eles, nada mudou.

VanguardEMGovernmentBond