Inflação.

Apesar da expectativa do mercado financeiro de nova redução dos juros, o ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Eduardo Freitas diz que o ideal seria a autoridade monetária manter os juros básicos em 7% ao ano e esperar a próxima reunião, no fim de março, para decidir se baixará os juros. Segundo ele, a taxa real – diferença entre a Selic e a inflação – está baixa, e uma nova redução traria o risco de a inflação ter uma leve alta.

“Minha impressão é que o Banco Central não tem espaço para cortar mais 0,25 ponto percentual da Selic. Isso pressionaria a demanda, que pode ficar em excesso num momento de recuperação econômica e resultar na elevação de preços lá na frente. Eu preferiria esperar até março para ver se a economia vai se firmar para decidir se é possível uma nova redução”, diz Freitas. – ADVFN.

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O ex-diretor do Bacen possui ótimo humor.

“Pressionaria a demanda”?

Em outubro, dado mais recente do Banco Central, a taxa média no crédito pessoal (excluído o consignado) estava em 132% ao ano para uma inadimplência de 8%.

Chama a atenção que, no piso, em novembro de 2012 – quando a Selic ia ao menor nível até então, de 7,25% ao ano –, o juro no pessoal estava em 66,3% e a inadimplência era até um pouco maior, de 8,8%. – Folha.

Não, não é com a “pressão de demanda” que ele está preocupado, não! Os juros ao consumidor já não são vergonhosos, mas hilariantes.

O Carlos tá de olho nos bancos, oligopolistas.

E isso vai terminar mal, de qualquer jeito.

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