Após recordes, Magazine Luiza considera mudar estratégia no ano.

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Por Adriana Mattos | De São Paulo

O crescimento do Magazine Luiza no segundo trimestre, considerado “impressionante” pelos analistas, deixará a varejista mais confortável para mudar a estratégia comercial na segunda metade do ano, se necessário. A rede, que registra alta de 250% na cotação de suas ações no ano, bateu recordes de lucro e margem de abril a junho, além de ter reduzido o endividamento para o menor patamar regiões e em todos os canais” desde sua abertura de capital em 2011.

A empresa considera a hipótese de uma queda na expansão da receita no segundo semestre e, caso seja preciso reagir, usará sua “margem de segurança”, segundo o comando da rede, para acelerar vendas. A possibilidade de desaceleração deve-se a uma base de comparação “robusta” de 2016.

“Estamos sendo transparentes em relação a essas expectativas, nossa base de 2016 é forte. [..] A opção que temos é de uma mudança em estratégia comercial e há espaço para isso. Se precisarmos usar um pouco de margem para crescer, podemos fazê-lo, mas não tem nada garantido nesse sentido. A ideia continua a ser defender rentabilidade”, disse ao Valor o presidente da rede, Frederico Trajano. Ontem, a ação subiu 0,95%, para R$ 370,35.

No segundo trimestre, a companhia apresentou aceleração nos ganhos num ritmo acima do esperado pelo mercado. As margens operacionais foram “surpreendentes”, para os analistas do BB Investimentos. Ganhos de eficiência da operação integrada de varejo físico e on-line – a rede é uma das poucas 100% integradas – e ambiente de competição mais “benéfico”, que afeta menos rentabilidade, pesaram no desempenho final, na avaliação da Brasil Plural.

O Magazine Luiza nunca lucrou tanto em um único trimestre – R$ 72,4 milhões, sete vezes mais que há um ano (??). A venda líquida subiu 25,7%, para R$ 2,7 bilhões, superior à alta das despesas operacionais, de 15,4%. Com isso, o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) cresceu 44,5%. O que mais chamou a atenção do mercado foi a operação on-line: avanço de 55% na receita líquida, em cima de uma alta já expressiva, de 33,6%, em 2016.

Como consequência, a margem Ebtida também acelerou, atingindo a maior taxa da história do grupo, de 8,7% (aumento de 1,1 ponto). A empresa ainda melhorou a rotatividade dos estoques, que caiu de 80 dias para 69 dias. O prazo médio de pagamento à indústria subiu de 86 dias para 91 dias.

A empresa considera a hipótese de uma queda na expansão da receita no segundo semestre e, caso seja preciso reagir, usará sua “margem de segurança”, segundo o comando da rede, para acelerar vendas. A possibilidade de desaceleração deve-se a uma base de comparação “robusta” de 2016.

Vendas de Casas Bahia e Ponto Frio crescem no 1º trimestre Por Tatiane Bortolozi | Valor SÃO PAULO  –  A Via Varejo, varejista de eletroeletrônicos e móveis do grupo Pão de Açúcar, informou um crescimento de 2,2% do faturamento líquido no primeiro trimestre, em comparação a igual período de 2016, para R$ 5,99 bilhões.

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Há evidente endeusamento de Magazine Luiza, sua estratégia de marketing, quer na Bovespa ou nos jornais, tem sido excelente.

Mas….. “o crescimento impressionante”, alavancado pela liberação do FGTS, não recorrente, não beneficiou apenas Magazine, mas outras redes.

E Magazine não apresentou nada diferente se comparado aos anos de 2014/2015.

Com exceção de sua cotação em Bolsa.

Não se deixe levar pelo canto do “cisne”, o mercado não está uma “brastemp”.

PLretAtivo

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