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O regresso dos Barões Ladrões

John D. Rockefeller (1901)

Tempos difíceis para os defensores do livre mercado e da livre concorrência: um estudo publicado pela Universidade de Cambridge e financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, mostra que a retórica do mercado livre, com a famosa “mão invisível” que tudo regula e a concorrência que beneficia o consumidor, não mora por aqui.
Segundo este estudo, 40% das empresas listadas na Bolsa de Valores dos Estados Unidos são controladas por apenas três sujeitos: os fundos BlackRock, Vanguard e State Street.
Estes fundos  têm ativos com um valor total de 11 milhões de milhões de Dólares (11 trilhões), três vezes mais do que todos os outros fundos em conjunto.
Segundo o estudo, estas enorme concentração de recursos económicos pode ter um poder oculto para influenciar de forma poderosa toda a economia dos EUA e dobrá-lo para os seus próprios interesses.
“Pode ter um poder oculto”. Escreveram mesmo isso. Tens três empresas contra as quais não podes mexer um dedo porque arriscas que te ponham as Bolsas do planeta de pernas para o ar só porque sim, e estes escrevem “pode”. É precisa paciência. E muita.
O estudo permanece interessante porque demonstra como a crise que eclodiu em 2008 teve como efeito a criação duma nova forma de Capitalismo, muito parecido com as práticas dos Robber Barons (“Barões Ladrões”) do século XIX.
No final dos anos 1800, o termo era utilizado para se referir aos empresários que exploravam práticas de exploração para acumular fortunas. Essas práticas incluíam:

  • controlar recursos nacionais
  • acumular altos níveis de influência no governo
  • pagar salários extremamente baixos
  • esmagar a concorrência através da aquisição de rivais
  • tentar criar monopólios (para aumentar os preços)
  • criar esquemas para vender ações a preços inflacionados para depois destruir as empresas em nome das quais as acções tinham sido emitidas, causando o empobrecimento dos investidores.

Apenas alguns nomes?

  • John Jacob Astor I (imobiliário) – New York
  • Andrew Carnegie (aço) – Pittsburgh e New York
  • James Buchanan Duke (tabaco) – Durham, North Carolina
  • James Fisk (finança) – New York
  • Henry Clay Frick (aço) – Pittsburgh e New York
  • Andrew W. Mellon (finança, petróleo) – Pittsburgh
  • J. P. Morgan (finança) – New York
  • John D. Rockefeller (petróleo) – Cleveland, New York
  • Charles M. Schwab (aço) – Pittsburgh e New York
  • Leland Stanford (comboios) – Califórnia
  • Cornelius Vanderbilt (transportes marítimos, comboios) – New York

Se calhar alguns apelidos são familiares…
A História se repete? Sim, mas com alguns detalhes alterados, pois a vida hoje corre de forma diferente, a tecnologia evoluiu: o poder aprendeu a globalizar-se e a sua influência encontrou novas vias para actuar.

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A paulatina destruição de nossa soberania.

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Engenheiros, médicos, estudantes de Ciências Exatas, esposas (elas existem), bancários, funcionários públicos, todos facilmente hipnotizáveis pela mídia desde 1965.

50 anos de Hipnose Coletiva.

Que ninguém creia que a Time/Life fundou a GLOBO por amor.

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Petrobras faz Ibovespa cair.

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E o preço do petróleo, com as novas “diretrizes” da Petrobrás, fez a Petrobras cair.

Aliado ao “beta” da ação nos EUA, ou sobe mais ou cai mais que suas concorrentes.

Ainda concorrentes.

petr

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