Bovespa, DJ e S&P.

No Comments

Há um consenso pelo qual o mercado de ações brasileiro deva seguir o mercado americano.

O silogismo deriva de interpretação antiga “o que é bom para os EUA, é bom para o Brasil”.

Nem sempre.

Os mercados mundiais precificam suas ações sempre com base na taxa de retorno, os dividendos.

Após a crise de 2008, EUA e Europa começaram a praticar a política monetária de forma intensiva e os juros tornaram-se negativos em face de uma oferta quase inesgotável de moeda pelo Tesouro (quantitative easing).

Ações que eram “apreciadas” com um “valuation” entre 09/10 múltiplos passaram a serem apreciadas até a proporção de 20 X 01 (relação preço-lucro).

Afinal, mesmo com valores considerados altos, os dividendos da maior parte das empresas norte-americanas mostravam-se superiores às taxas de juros ofertadas pelo sistema bancário, cuja necessidade de captação era suprida pelo Tesouro.

As economias de lá (EUA e Europa) recuperaram-se, assim e artificialmente, do “crash” de 2008.

Deverão encontrar problemas, no futuro.

E o Brasil, como irá saciar as demandas com o objetivo de promover o crescimento de sua economia?

Via Bacen, BNDES, Tesouro?

Já vimos que não.

A SELIC cai, nominalmente. Mas os juros reais permanecem iguais, a inflação cedeu e já aponta para deflação.

Os juros cobrados ao mercado caem na margem e permanecem em níveis impraticáveis, como demonstra o gráfico captado no site Terra.

Img07-2017-06-28-16.40

O que o mercado brasileiro possui para manter-se emparelhado ao americano?

NADA!

O investidor estrangeiro?

No dia em que o investidor (especulador) estrangeiro decidir-se por sair do mercado nacional, o fará em bloco.

E não deve demorar.

O mico será nosso.


Categories: BLOG